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Guia Colourlock, Profissional, Diagnóstico

Um bom profissional começa pelo diagnóstico, não pela tinta.

Couro não se trata como plástico. Antes de comprares ou aplicares seja o que for, percebe exatamente o que se passa com a estrutura e a superfície, isso é o que separa um trabalho profissional de um remendo.

SUPERFÍCIE ESTRUTURA

Superfície, o que se vê

Cor, brilho, pigmento. É o que a tinta e o top coat conseguem restaurar diretamente.

Estrutura, o que se sente

As fibras por baixo do couro. É aqui que vive a elasticidade, e é o que causa as fissuras quando falha.

O erro mais comum

Pintar a superfície sem tratar a estrutura por baixo compromete a durabilidade do trabalho, mesmo quando ainda não há fissuras visíveis.

Antes dos testes

Nem todo o couro precisa do processo completo

Por vezes parece desgaste, mas na realidade é apenas falta de limpeza e manutenção.

Parte 1, faz estes testes antes de comprar seja o que for

A estrutura aguenta ser trabalhada?

Nenhum requer ferramentas especiais. Faz os três na zona mais afetada.

TESTE 01, PRESSÃO

Teste do dedo

Pressiona a zona com alguma firmeza durante 2 a 3 segundos e observa o que acontece ao largares.

Marca uma ligeira depressão que desaparece devagar e suavementeCouro com boa elasticidade
Não marca, tem um comportamento semelhante a cartão ao pressionarSinal de perda de flexibilidade
DICA. Grava um pequeno vídeo, ajuda a avaliar com rigor
TESTE 02, FLEXÃO

Teste de dobra

Se possível, dobra suavemente uma zona e observa a linha da dobra.

Aparecem umas linhas diferentes da pigmentação do banco, ligeiras fissurasA cor já não acompanha o movimento da pele por baixo
Repete em 2 ou 3 zonas, o desgaste raramente é uniforme
TESTE 03, FRICÇÃO

Teste de fricção

Passa um pano com alguma pressão numa zona pouco visível.

Sai cor para o panoO pigmento já está degradado. Isto testa só a cor, não a estrutura
Complementa os testes 1 e 2, não os substitui
Resultado

O que isto significa

Resultado dos testesDiagnóstico
Marca bem, sem fissuras na dobraEstrutura saudávelContinua na Parte 2 ↓
Não marca, vinco persistente, ou fissuras finas na dobraPerda de flexibilidadeVer Flexibilidade →
Estrutura em "cartão", fissuras profundas e extensasPerda de flexibilidade avançadaVer Flexibilidade →

Gestão de expectativas. Mesmo depois de hidratado, um couro muito degradado não volta a ficar como novo. O objetivo é reduzir o risco de quebra e permitir que a tinta agarre bem e dure. Não devolve toda a maciez de um couro original.

Parte 2, com a estrutura pronta

Que tipo de dano tens na superfície?

Identifica o que vês. É frequente encontrares mais do que um tipo de dano no mesmo banco, por isso é importante identificares bem cada um para conseguires resolver todos os problemas. Cada situação tem uma página própria com a solução explicada.

Só a cor não chega. A tinta devolve cor à superfície, mas não enche fissuras, não repõe material em falta e não reconstrói a estrutura por baixo. Pintar sobre uma fissura aberta ou um couro quebradiço sem tratar isso primeiro dá uma cara limpa ao couro, mas não resolve o problema de todo, o problema continua lá por baixo.

Podes ter mais do que um destes ao mesmo tempo no mesmo banco, por exemplo fissuras numa zona e apenas perda de cor noutra. Trata cada zona pelo seu próprio diagnóstico antes de uniformizar a cor no final.

Caso fora do comum?

Partilha o diagnóstico connosco

Nem sempre é fácil isolar o problema só pela descrição. Envia-nos fotos ou vídeo do couro e ajudamos a validar o diagnóstico antes de avançares para o cliente.

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