Couro não se trata como plástico. Antes de comprares ou aplicares seja o que for, percebe exatamente o que se passa com a estrutura e a superfície, isso é o que separa um trabalho profissional de um remendo.
Cor, brilho, pigmento. É o que a tinta e o top coat conseguem restaurar diretamente.
As fibras por baixo do couro. É aqui que vive a elasticidade, e é o que causa as fissuras quando falha.
Pintar a superfície sem tratar a estrutura por baixo compromete a durabilidade do trabalho, mesmo quando ainda não há fissuras visíveis.
Por vezes parece desgaste, mas na realidade é apenas falta de limpeza e manutenção.
Nenhum requer ferramentas especiais. Faz os três na zona mais afetada.
Pressiona a zona com alguma firmeza durante 2 a 3 segundos e observa o que acontece ao largares.
Se possível, dobra suavemente uma zona e observa a linha da dobra.
Passa um pano com alguma pressão numa zona pouco visível.
| Resultado dos testes | Diagnóstico | |
|---|---|---|
| Marca bem, sem fissuras na dobra | Estrutura saudável | Continua na Parte 2 ↓ |
| Não marca, vinco persistente, ou fissuras finas na dobra | Perda de flexibilidade | Ver Flexibilidade → |
| Estrutura em "cartão", fissuras profundas e extensas | Perda de flexibilidade avançada | Ver Flexibilidade → |
Gestão de expectativas. Mesmo depois de hidratado, um couro muito degradado não volta a ficar como novo. O objetivo é reduzir o risco de quebra e permitir que a tinta agarre bem e dure. Não devolve toda a maciez de um couro original.
Identifica o que vês. É frequente encontrares mais do que um tipo de dano no mesmo banco, por isso é importante identificares bem cada um para conseguires resolver todos os problemas. Cada situação tem uma página própria com a solução explicada.
Só a cor não chega. A tinta devolve cor à superfície, mas não enche fissuras, não repõe material em falta e não reconstrói a estrutura por baixo. Pintar sobre uma fissura aberta ou um couro quebradiço sem tratar isso primeiro dá uma cara limpa ao couro, mas não resolve o problema de todo, o problema continua lá por baixo.
Perda de brilho uniforme, aspeto "gasto", maior absorção de sujidade. Sem diferenças de cor nem fissuras.
Diferenças de tom visíveis, ou estrutura do couro já exposta. Sem fissuras nem perda de material.
Manchas de jeans, cintos ou tinta transferida. Muito comum em interiores claros.
Sem fissuras visíveis ainda, mas a zona (ex: apoio de braço, entrada do banco) está mais fina e quebradiça ao toque do que o resto, como pergaminho.
A superfície abriu em linhas finas, mas ainda não há perda de material. A fissura é estreita.
Há perda de material, um buraco ou um corte que atravessa o couro. Precisa de reforço por baixo antes de qualquer enchimento.
Podes ter mais do que um destes ao mesmo tempo no mesmo banco, por exemplo fissuras numa zona e apenas perda de cor noutra. Trata cada zona pelo seu próprio diagnóstico antes de uniformizar a cor no final.
Nem sempre é fácil isolar o problema só pela descrição. Envia-nos fotos ou vídeo do couro e ajudamos a validar o diagnóstico antes de avançares para o cliente.